Nº 383

 

FEVEREIRO-2005

 

Património Cultural da Marinha

Faróis de Portugal

17FAROL  DO  PENEDO DA  SAUDADE

O capitão de fragata Francisco Maria Pereira da Silva, à data Inspector de Faróis, no seu levantamento de 1866, dos locais escolhidos para edificação de faróis de segunda e terceira ordem, ao longo da costa de Portugal, antevia a necessidade de erigir um farol na posição aproximada onde hoje se localiza o farol do Penedo da Saudade.

A Comissão de Faróis e Balizas viria a propor a criação de um farol em Nossa Senhora da Victória, prevendo para ele a instalação de um aparelho de 2ª ordem, dando um  relâmpago branco e outro vermelho.

Em virtude de nada ter sido feito até então, a Comissão nomeada em 1902, veio a decidir em definitivo sobre o local de implantação do farol e, resolveu aceitar o ponto denominado Penedo da Saudade, em vista das condições mais vantajosas em que se encontrava este ponto comparado com o anterior (Nossa Senhora da Victória). Este segundo ponto, dista 25,5 milhas do Cabo Mondego e 30,5 milhas da Berlenga, ficando numa posição intermédia entre os dois, tendo o terreno onde está o edifício do farol mais uma faixa de 10 metros de largura em redor, sido cedido pelas Matas do Reino.


O farol do Penedo da Saudade entrou em funcionamento em 15 de Fevereiro de 1912, com um aparelho óptico de 3ª ordem, grande modelo (500mm de distância focal), de rotação. A fonte luminosa utilizada era a incandescência pelo vapor de petróleo e a rotação da ópti-ca era produzida por uma máquina de relojoaria. Tem uma torre com 32 metros de altura e 55 metros de altitude.

De Março de 1916 a Dezembro de 1919 o farol esteve apagado devido à Primeira Grande Guerra.

 

A primitiva óptica não se manteria no farol do Penedo da Saudade por muito tempo, visto que foi deslocada para o novo farol do Cabo Mondego em 1921. De 3 de Março de 1921 até 27 de Julho, o farol esteve apagado para substituição da referida óptica. O aparelho lenticular instalado foi, também, de 3ª ordem, grande modelo, de rotação, dando grupos de dois relâmpagos.

A telha marselha que cobria o edifício do farol, foi substituída em 1937 por telha de lusalite.

Local: 800 m a Norte de São Pedro de Moel
Altura: 32 m
Altitude: 55 m
Luz: FI (2) W 15 s
Alcance: 30 M
Óptica: 3ª Ordem 500 mm
Ano: 1912

Em Julho de 1947, foi electrificado com a montagem de dois grupos electrogéneos. O farol começou a funcionar com incandescência eléctrica, sendo instalada uma lâmpada de 6000 watts.

Foram adicionados painéis aeromarítimos à óptica em 1950, passando a funcionar com a característica de aeromarítimo.

No ano de 1966 a potência da fonte luminosa foi reduzida, sendo instalada uma lâmpada de 1500W.

Foi ligado à rede eléctrica de distribuição pública em 1980, iniciando-se também a automatização. A  lâmpada  foi substituída e sofreu nova redução de potência (1000 W).

Uma forte trovoada em Outubro de 1983 causou várias avarias na parte técnica do farol.


O Posto Marítimo passou a ser fornecido de energia eléctrica a partir de uma linha retirada do quadro geral das habitações do farol, no ano de 1984.

Foram feitas grandes obras de reconstrução e remodelação, no interior e exterior dos edifícios e nos telhados, entre 1997 e 1998. 

 

Direcção de Faróis