Nº 396

 

ABRIL-2006

 

Património Cultural da Marinha

Faróis de Portugal

30FAROL  DA  BARRA  DE  LISBOA

FAROL DA GIBALTA

Em 1 de Agosto de 1878, são criadas duas luzes vermelhas, nos sítios denominados Alto de Caxias e Porto Côvo, que determinam pelo seu enfiamento, o caminho que os navios devem seguir, na entrada e saída da barra grande de Lisboa. Em Dezembro de 1879, achando-se concluída a torre no antigo mirante de Caxias, foi ali colocada a luz fixa vermelha, que provisoriamente tinha sido posta numa barraca de madeira. Era composta por aparelho catóptrico com reflector parabólico e um candeeiro de Argand de duas torcidas.

No Aviso aos Navegantes nº 4 de 7 de Abril de 1913, a Direcção Geral de Marinha comunica o seguinte: «Que as luzes de direcção do canal de entrada da Barra Grande do pôrto de Lisboa, actualmente instaladas no mirante de Caxias e em Pôrto Covo, vão ser transferidas respectivamente para os locais, em que se acham as marcas do Esteiro e da Gibalta, marcas que, conjuntamente com a marca da Mama, assinalam o eixo daquele canal (...)».

Local: Na encosta da Gibalta, em Caxias
Altura: 21 m
Altitude: 31 m
Luz: Oc R 3 s
Alcance: 21 M  (39 km)
Óptica: 5ª Ordem
Ano: 1914

O Farol da Gibalta entrou em funcionamento em Maio de 1914, tendo uma torre com 13 metros de altura e 36 metros de altitude. O aparelho óptico era de 5ª ordem, a luz vermelha, fixa, iluminando um sector de 15º.

A luz que até então era fixa, passou a luz ritmada em Fevereiro de 1951.

Em 31 de Março de 1952, houve um desabamento de terras da encosta, que originou a derrocada de uma parte do farol sobre a linha-férrea a 3 de Abril, foi demolido o que restava do farol e montada uma luz provisória que passou para a base da torre do farol em construção, entrando em funcionamento em 10 Fevereiro de 1954.

O novo farol foi construído a 30 metros do farol demolido, entrando em funcionamento em Maio de 1954. A torre tem 21 metros de altura e 31 metros de altitude. O aparelho óptico é de 5ª ordem, tipo olho-de-boi, sendo a fonte luminosa a incandescência eléctrica com reserva a gás. A luz provisória foi retirada.

Em 1960 foi instalado um rádio farol direccional em regime experimental. Para atenuar o efeito da luz de iluminação da estrada marginal, foram montadas exteriormente 4 lâmpadas fluorescentes de cor vermelha. De Novembro a Fevereiro o farol passa a estar aceso até às 0900 horas. Nos restantes meses até 1 hora após o nascer do sol.

Foi cancelado o funcionamento experimental do rádio farol em 1972.

O farol da Gibalta foi automatizado em 1981 ficando a ser monitorizado a partir da Central de Paço de Arcos e deixou de estar guarnecido de faroleiros.

Em 1987 o farol do Esteiro e da Gibalta, passam a estar acesos em regime permanente de 1 de Outubro a 15 de Março.

A partir de 1997 passaram a estar acesos em permanência durante todo o ano.

No ano 2000 foi montado novo sistema de telecontrolo (“OMRON”).

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FAROL DO ESTEIRO

À semelhança do farol da Gibalta foi construido o farol do Esteiro que entrou em funcionamento em Maio de 1914. Tem uma torre com 15 metros de altura e 82 metros de altitude. O aparelho óptico é dióptrico catadióptrico, tipo olho-de-boi de 5ª ordem e a luz é vermelha, fixa, iluminando um sector de 15º.

De Março de 1916 a Dezembro de 1918, esteve apagado devido à 1ª grande guerra.

Em 1926 foram pintadas duas faixas centrais vermelho - escuro na face da torre virada a Sudoeste, ficando assim a mostrar cinco faixas, de igual largura, alternadamente brancas e vermelhas.

Foi construída uma casa em 1949 para instalação de um rádio farol.

A partir de 1950, o farol passa a apagar às 0900 horas nos meses de Novembro a Fevereiro. Nos outros meses, uma hora após o nascer do sol. Foi montado um rádio farol direccional (desactivado nos anos setenta).

O farol foi electrificado com energia da rede pública em 1951. No caso da falha de corrente, um motor gerador entrará automaticamente em serviço. A luz do farol passou de fixa a ritmada.

Local: Na mata do Estádio Nacional, lugar do Esteiro
Altura: 15 m
Altitude: 82 m
Luz: Oc R 6 s
Alcance: 21 M  (39 km)
Óptica: 5ª Ordem
Ano: 1914

Em 1957 foi montado um novo equipamento eléctrico que no caso da falha de corrente, passa automaticamente a gás acetileno.

A fim de tornar mais visível o edifício do farol, foram instaladas duas lâmpadas de luz fluorescentes vermelhas em 1960, que se mantêm acesas até às 1200 horas de cada dia e acabaram por ser retiradas em Novembro de 1961.

Em 1970 voltaram-se a colocar 4 lâmpadas fluorescentes de 40 W, montadas em armaduras estanques no exterior da torre, para um melhor visionamento desta, que foram retiradas alguns anos mais tarde.

Inserido no plano de automatizações da barra do Tejo, foi automatizado em 1981, ficando a ser monitorizado a partir da Central de Paço de Arcos e deixou de estar guarnecido de faroleiros.

O farol do Esteiro em 1987, passa a funcionar em regime permanente de 1 de Outubro a 15 de Março.

A partir de 1997 passou a estar aceso em permanência durante todo o ano e foi instalado um Racon “Q”.

No ano 2000 foi montado um novo sistema de monitorização (“ONROM”).

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FAROL DA MAMA

A Marca da Mama, já existente em 1857 era inicialmente cega e constitui a marca posterior da Barra Sul do Porto de Lisboa.
Local: Na mata do Estádio Nacional, lugar do Esteiro
Altura: 15 m
Altitude: 82 m
Luz: Oc R 6 s
Alcance: 21 M  (39 km)
Óptica: 5ª Ordem
Ano: 1914
Foi iluminada em 1995 com uma lanterna direccional Tideland RL 355. Alcance actual: 21 milhas.

 

Direcção de Faróis